
Á medida que o tempo passa, a memória desvanece-se. Os melhores momentos da minha vida, hoje, vejo-os desvanecidos, destorcidos, despedaçados e quase completamente apagados da minha mente. Nunca quis que tal acontecesse. Não quero perder as memórias que guardo de ti. Mas sei que não posso evitar que tal aconteça. Mais cedo ou mais tarde eu não serei capaz de me lembrar de ti, de relembrar o teu toque quente, não me recordarei da tua voz calma e divertida, a tua face deixará de parecer nítida e tu, eventualmente, desaparecerás. As memórias de um passado que não se renova desaparecem…
O tempo do qual a minha mente se está constantemente a relembrar foi rápido, fútil e também precioso. Nós éramos crianças, eu pelo menos era, e como tal julgávamos que tínhamos o mundo e o tempo a nossos pés. Mas o nosso tempo passou, rápido de mais, não voltou a trás para renovar as memórias que vão desaparecendo. E hoje, hoje eu tento em vão conter na minha cabeça as memórias que vão escorrendo, como quem tente conter nas mãos, em concha, uma porção de agua, que vai escorrendo e desaparecendo e escorrendo ate não restar nada mais que a saudade desses tempos e dessas memórias, da frescura da agua.
Á medida que a idade avança, e eu me aproximo cada vez mais da maioridade, também o desgaste das recordações avança, ainda que a um ritmo mais elevado, e eu tento, algo desesperadamente, lembrar-me de ti, lembrar o teu toque quente, a tua voz calma e divertida, tento recordar a tua face e os teus olhos, esses olhos que me prenderam a ti, e quanto mais me tento lembrar, mais de ti eu perco.
Dou por mim a não pensar em ti para não me esquecer do que passamos.
A vida é mesmo esquisita.
Não achas?!
O tempo do qual a minha mente se está constantemente a relembrar foi rápido, fútil e também precioso. Nós éramos crianças, eu pelo menos era, e como tal julgávamos que tínhamos o mundo e o tempo a nossos pés. Mas o nosso tempo passou, rápido de mais, não voltou a trás para renovar as memórias que vão desaparecendo. E hoje, hoje eu tento em vão conter na minha cabeça as memórias que vão escorrendo, como quem tente conter nas mãos, em concha, uma porção de agua, que vai escorrendo e desaparecendo e escorrendo ate não restar nada mais que a saudade desses tempos e dessas memórias, da frescura da agua.
Á medida que a idade avança, e eu me aproximo cada vez mais da maioridade, também o desgaste das recordações avança, ainda que a um ritmo mais elevado, e eu tento, algo desesperadamente, lembrar-me de ti, lembrar o teu toque quente, a tua voz calma e divertida, tento recordar a tua face e os teus olhos, esses olhos que me prenderam a ti, e quanto mais me tento lembrar, mais de ti eu perco.
Dou por mim a não pensar em ti para não me esquecer do que passamos.
A vida é mesmo esquisita.
Não achas?!
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