domingo, 21 de fevereiro de 2010

Memory is Fading


Á medida que o tempo passa, a memória desvanece-se. Os melhores momentos da minha vida, hoje, vejo-os desvanecidos, destorcidos, despedaçados e quase completamente apagados da minha mente. Nunca quis que tal acontecesse. Não quero perder as memórias que guardo de ti. Mas sei que não posso evitar que tal aconteça. Mais cedo ou mais tarde eu não serei capaz de me lembrar de ti, de relembrar o teu toque quente, não me recordarei da tua voz calma e divertida, a tua face deixará de parecer nítida e tu, eventualmente, desaparecerás. As memórias de um passado que não se renova desaparecem…
O tempo do qual a minha mente se está constantemente a relembrar foi rápido, fútil e também precioso. Nós éramos crianças, eu pelo menos era, e como tal julgávamos que tínhamos o mundo e o tempo a nossos pés. Mas o nosso tempo passou, rápido de mais, não voltou a trás para renovar as memórias que vão desaparecendo. E hoje, hoje eu tento em vão conter na minha cabeça as memórias que vão escorrendo, como quem tente conter nas mãos, em concha, uma porção de agua, que vai escorrendo e desaparecendo e escorrendo ate não restar nada mais que a saudade desses tempos e dessas memórias, da frescura da agua.
Á medida que a idade avança, e eu me aproximo cada vez mais da maioridade, também o desgaste das recordações avança, ainda que a um ritmo mais elevado, e eu tento, algo desesperadamente, lembrar-me de ti, lembrar o teu toque quente, a tua voz calma e divertida, tento recordar a tua face e os teus olhos, esses olhos que me prenderam a ti, e quanto mais me tento lembrar, mais de ti eu perco.
Dou por mim a não pensar em ti para não me esquecer do que passamos.
A vida é mesmo esquisita.
Não achas?!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Carta da Memória


Nelson,

Não consigo expressar ao certo como me afectou o facto de teres restabelecido o contacto entre nós, esse contacto que, desde há alguns anos atrás, eu me tenho esforçado por manter mas que se ia, continuamente, rompendo. Foi interessante falar contigo novamente tal como nos bons e velhos tempos, ainda que, devo admitir, tal tivesse acabado por ser, de igual forma, doloroso.
Nunca desisti de ti. E, embora saiba que és feliz com quem estás, não deixo de esperar ansiosamente o dia em que te verei outra vez. Não sei o que farei quando te vir. Eu cresci, física e mentalmente, mas suspeito que a minha primeira reacção será levar as mãos á cabeça e pensar em fugir, ainda que saiba mais do que bem que não seria capaz de me distanciar novamente de ti.
Agora que o laço que nos une, e que antes esteve prestes a quebrar-se para sempre, está de boa saúde novamente, sinto que fazes parte de mim como já há muito tempo não fazias. Sinto-te mais perto, muito embora a distancia que nos separa realmente não se tenha, de forma alguma, encurtado. Sei que, de uma maneira ou de outra, ainda pensas em mim. Sinto o teu toque na minha face e no meu corpo quando me lembro de ti e dos tempos que passamos juntos. Às vezes penso que ouço a tua voz quente e calma a sussurrar-me aos ouvidos coisas só nossas e pressinto o teu olhar caloroso sobre mim para me guiar na solidão dos meus pensamentos.
Acredito que não sou eu que imagino tudo isto. Acredito que és tu que me prende ao que já passou, ao que já há muito havia de ter sido esquecido. É por ti que eu ainda fico parada a olhar para o mar, do alto da minha janela. É por ti que eu continuo a seguir a filosofia de um lugar, de um grupo, e de um clube que nada mais significam para mim que um mero elo de ligação que me conduz de volta a ti.
Chama-lhe obsessão se assim desejares, pois se este é o caminho que me leva de volta a ti, eu percorrê-lo-ei, por mais íngreme que ele seja.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

That Stupid Day…


It was almost like as if the whole world was crushing down on my shoulders in that very moment, the moment I saw them together. I knew what was happening. But knowing something and see it with you bare eyes are two very distinctive things.
She was my best friend, I loved her and I know that, if something harmed her, I could die for her. And him, he was the one that, for a while, I called the One for me. At that time, they were those who meant the most to me in the entire world. I wonder if they even know how much that episode affected me, in the most negative way imaginable.
The answer is quite simple. Of course they don’t!
When you’re worried about something or when you focus on something, it’s hard to notice everything else that happens around you. That’s just the way things roll. In fact, it normally happens to me too, lots of times actually. It’s not hard to imagine their situation, it’s kind of easy!
When you love someone you make yourself get surrounded by things that are related to that certain person, and honestly, nothing else ever matters anymore. Whether it’s your family, your studies, the commitments you’ve made or even your friendships. Even those friendships that last for a very long time won’t endure even a minute when facing the power of real love, or obsession, in this particular case.
Love is a very difficult thing to be dealing with, especially when the ones who’re involved are nothing more than kids, because, if you see it properly, that’s what we are, we teenagers, we are nothing more than kids with a little bit of high, brainless and careless when it matters to our own sake.
This whole situation is kind of ridiculous, because, obviously, I’m a teenager, and I’m criticizing our entire age. But don’t get me wrong, I love being a teenager although sometimes things may be a bit more complicated then we’ve predicted.
I am happy, I would just be even happier if I had never seen what I’ve seen that day. Those two hugging and kissing and God know what else. I may be overreacting but this thing won’t be easy to forget, at least not at an eminent future.